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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bota o pé no chão!

Olá Segunda-feira, olha eu aqui outra vez, prazer mais uma vez... Sou a Camila, ou Cami se preferirem. Bora lá?

Quando escutei falar do programa pela primeira vez, prestei muita atenção, já que adoro a ideia de viajar, morar fora, ser independente. Quando conheci os Estados Unidos em 2012 (veja aqui e aqui), me apaixonei. Me imaginei vivendo lá por longos anos, seria como viver em um desses filmes hollywoodianos, tudo um conto de fadas pra mim; mas era algo distante, algo quase impossível, afinal sou pobre (paupérrima). Então prestei o máximo de atenção que pude em tudo o que aquela moça me dizia sobre um programa de intercâmbio barato, que nos possibilita morar por até dois anos em terras americanas, sem gastos como moradia e comida, estudando e ganhando um salário por isso. Tá, mas e ai?
 
(imagem do google)
 
E aí que não é um programa qualquer em que você paga uma quantia e passa dois anos estudando. Você precisa gostar de crianças, porque nesses dois anos, você vai trabalhar cuidando de crianças (e geralmente são 3 ou mais crianças pra cuidar); você precisa também saber dirigir muito bem, já que será responsável por transportar os filhos dos "outros" para a escola e outros lugares e isso é uma responsabilidade imensa; você precisa ser responsável, já que cuidar dos filhos da sua tia já dá trabalho, imagina cuidar dos filhos de dois desconhecidos, em um país desconhecido, em uma cultura desconhecida?

E não se iluda! Vejo por aí muitas meninas reclamando das kids, dos hosts, ironizando, chamando-os de "apelidinhos", falando que se pudesse faria isso ou aquilo com eles, etc.; NÃO SE ILUDA! Você foi para um país desconhecido porque quis e sabia onde estava pisando, sabia que teria que morar numa casa que não é sua, cuidar de crianças que não são da sua família, seguir regras que não são impostas pelos seus pais, chegar no horário, ter cuidado com o carro, se virar pra entender o que as crianças falam, saber cozinhar, lavar, passar, arrumar, trabalhar 45 horas semanais e morar no trabalho, com o seu chefe te vigiando até no momento em que você invade a geladeira de madrugada.
 
Esse post é mais uma bronca mesmo, para as au pairs que estão lá e para as que ainda não foram e que podem cometer o erro e a audácia de achar que pode ir pra uma terra desconhecida, morar de "favor" por dois anos na casa um desconhecido, e ainda reclamar, arrumar confusão, achar ruim isso e aquilo outro.  Você é responsável pelo bem estar das crianças desses desconhecidos e não tem o direito de reclamar porque as kids choram, as kids reclamam, as kids estranham, as kids isso e aquilo. POXA VIDA, antes de ir você teve que comprovar a sua "experiência" (se é que ela existiu) com crianças, vai me dizer que você não sabe como é que as crianças se comportam? Se você não suporta choro de criança, sinto muito mas esse não é um programa pra você.
 
Se você não sabe ter um bom relacionamento com as pessoas, ou pelo menos tentar, não sabe seguir regras, não gosta de dar satisfações, não curte ficar longe da sua família, gosta de causar confusão, etc. Procura outro programa de intercâmbio e pronto!
 
Ou, para evitar diversos problemas, aqui vai uma dica: pergunta TUDO, absolutamente TUDO no Skype antes de fechar o match. Pergunta como as crianças estão se sentindo com a ideia de ter uma au pair, pergunta se você vai ter que cozinhar/lavar/passar pras crianças, pergunta se elas são calmas ou bagunceiras, pergunta se onde eles moram é longe da cidade grande, pergunta se você pode abrir a geladeira quando quiser (sim, porque tem família que regula a comida da au pair, então para não se surpreender, pergunte!). Antes de fazer o Skype faz uma lista de coisas que você não curte/não gostaria de fazer ou de não fazer e pergunta, acredite é para o seu bem, para não ter surpresas desagradáveis!
 
E quando chegar lá, tenha os pés no chão de que esse é um programa de trabalho e estudo não de baladas, saidinhas com azamigas, arrumar um green card e etc.  Claro, todo mundo quer se divertir, conhecer o lugar, ninguém é de ferro, ninguém merece ficar trancado em casa em pleno final de semana de folga, MAS, você se meteu nessa porque quis, aceitou o match no fim do mundo com curfew (hora pra chegar em casa quando sair, em tradução livre), sem carro e 5 kids porque quis, então só te resta fazer a sua parte direito e sem reclamar. Se coloquem no lugar da sua família hospedeira (host Family) antes de tudo, aliás aprender a se colocar no lugar do outro é a primeira coisa que você deve aprender!

Portanto au pairs e futuras au pairs do meu Brasil: BOTEM OS PÉZINHOS NO CHÃO E DIGAM 'OI' PRA REALIDADE :)

terça-feira, 19 de março de 2013

Prazer, sou a confusão em pessoa!

Hello pessoas!

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer cada visita ao blog e à fan page! Estamos todas muito felizes e animadas com o blog!

Meu nome é Paola Polese, sou a mais velha da equipe (eu acho! haha) e tenho uma relação de altos e baixos com o mundo de Au Pair. Vou contar melhor ao longo dos posts, mas hoje dou um resumão!

Conheci o programa de Au Pair quando duas amigas fizeram o programa em 2008! Na época eu tinha acabado de entrar na faculdade, namorava e não trabalhava, sendo assim o sonho de morar fora era uma coisa bem distante, que com o programa Au Pair, poderia ficar mais próximo.
Mas ai sempre tinha alguma coisa que interferia, faculdade, namorado, trabalho...
Nesse mesmo ano eu comecei a dar aula de inglês e fiquei apaixonada! Principalmente pelas crianças!

Meu objetivo então era: terminar a faculdade e fazer o bendito do Au Pair!
Tirei carta (a suada carta) e estava tudo combinado!
Menos pro meu namorado! E menos pro meu trabalho lindo que consegui no ultimo mês da faculdade!!!
Desisti do programa e fui trabalhar!

Acontece que meu trabalho não era tão lindo assim, nem a área que eu escolhi e nem meu salário! O que eu fiz? Inscrição na mesma agencia que a Ti não quis mencionar (e eu também não quero, pelos mesmos motivos!).
Larguei trabalho, arrumei discussão com namorado, bati de frente com o mundo e.....fui rejeitada pela agência!
Desespero, frustração, raiva, ódio! Hahaha
Mas como tudo que é pra ser, é...papai do céu escreveu no meu caminho e hoje estou na CC, online, na NEURA esperando uma família perfeita que me queira!

Deu pra perceber que eu passei por tudo quanto foi tipo de situação e emoção relacionado ao Au Pair, né?

Quer saber mais!? Acompanha a gente! Vou estar toda terça contando uma neurose maluca dessa minha vida au pariana, junto das minhas lindas amigas neuróticas!




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